Caminhando lentamente, mas com
uma pressa inesgotável de conhecer o fim. O coração aflito, cheio de
inquietações. Não há limites!
Olhar a sociedade e ver o quanto
somos seres passivos de alienação, não é como eu penso, é como eu devo pensar!
As verdades se confundem e nos fazem ficar em silêncio, esse silêncio nos
atormenta e nos mascara.
Face? Não! Faces? Talvez! Fazes?
Silêncio ...
Não quero ser dono do futuro,
quero apenas tentar viver o presente, isso quando me é permitido.
Tenho sonhos, meus sonhos? Seus
sonhos? Onde estão meus sonhos? Eu preciso sonhar? Ensina-me a pensar!
Seu olhar tenta refletir
certezas, eu insisto nos equívocos. Tudo que eu quero é saber o que eu quero.
Não me deixaram nem o direito de ser livre, de encontrar em um abraço a certeza
da vida, de sentir no toque das mãos, no brilho do olhar, no sorriso acanhado a
verdadeira essência de se ter tudo isso.
Encontro no silêncio, o que as
mil vozes nunca conseguiram me dizer; encontro no escuro, os caminhos que todos
me apontaram, encontro no alto a razão de ser, simplesmente um ser.
Cleberson Pinelli
