Que bom saber que ainda existem pessoas que escolhem a verdade!
Um pássaro voa ao encontro de seus ideais, luta, sofre ... muitas vezes pensa até em desistir ...
Busco o tempo todo tentar entender ... aí me pergunto: entender o quê?
A vida nem sempre nos permite resposta concretas, sinto falta de verdades!
O passado deixa marcas irreparáveis, mas com afinco tentamos nos desprender e para isso são necessárias mais que palavras. As atitudes são fundamentais para uma boa metamorfose.
Como chora o coração ao perceber o engano, na tentativa do acerto acabamos nos deparando com o erro. Penso em desistir, olhar de outra forma, mas não consigo respostas.
O encontro dos corpos em um abraço, em um gesto simples como um aperto de mão, simplesmente um olhar. Não é preciso saber poesia, recitar versos. Mas é preciso sentir, viver essa magia chamada AMOR! A sinceridade transpassa o corpo, atingindo o mais intimo de nossa alma, ela conquista e nos faz perceber o quanto somos dependentes um do outro. Uma dependência sadia, em que não há exigências, mas sim complemento.
Poderia ficar dias escrevendo e filosofando, mas prefiro sentir. Parar tudo o que estou fazendo e lembrar-me dos momentos bons das palavras vindas do profundo, não das da superficialidade que o social nos impõe.
Mário Quintana, vem ao encontro dos amantes e nos deixa um pequeno bilhete a ser entregue para aqueles a quem queremos bem:
“Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...”
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...”
[...]
A voz, o suspiro e o respirar nos satisfazem mesmo quando a distância não permite o encontro dos corpos, então prefiro acreditar no encontro de almas. Almas que se cruzam e em algum momento precisam se distanciar, quem sabe para dar espaço aos prazeres passageiros ou então a um “outro” que conseguirá preencher com mais ousadia esse vazio que um pobre poeta com suas palavras jamais conseguirá ocupar.
Não existem lágrimas capazes de amenizar o desencontro, mas existem forças superiores capazes de nos dar discernimento.
“Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho”
Cleberson