sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Professor:

- Um, dois e três, venham ao quatro negro.
- Cinco muito, mas eu não seis.
- Sete-se. Venha oito.
- Novemente?
- Dezisto!

(Anônimo)

sábado, 10 de julho de 2010

Internet leva adolescentes de hoje a fazerem mais truques arriscados?

Com milhares de acessos, vídeos de jovens jogando bola em chamas ou "brincando" de desmaiar levam especialistas a pesquisar o tema


NYT

Será que a internet está levando os adolescentes a fazer mais idiotices do que antes? Alguns especialistas temem que isso esteja acontecendo. Os adolescentes sempre foram propensos a correr riscos estúpidos (em partes graças ao córtex cerebral pré-frontal, que governa a tomada de decisões e ainda se encontra em fase de desenvolvimento na adolescência). Segundo pesquisadores, porém, com o crescimento de sites como YouTube e Facebook, os adolescentes agora lidam com a pressão virtual de colegas para imitar todos os tipos de artimanhas e desafios perigosos, que acabam sendo postados na Web.

Não há dados que demonstrem se tais imprudências inspiradas pela internet estão realmente aumentando, ou ainda se os adolescentes continuam correndo os mesmos riscos que gerações anteriores e simplesmente acham mais fácil registrar tais idiotices para todo mundo ver.

Entretanto, alguns médicos afirmam que a internet está, no mínimo, levando adolescentes a elevar o nível de perigo. Algumas semanas atrás, o Dr. E. Hani Mansour, médico especialista em queimaduras da cidade americana de Livingston, estado de Nova Jersey, atendeu um adolescente que sofreu queimaduras graves ao acender rojões. O garoto encheu a banheira de sua casa com rojões, cobriu seu corpo com vestimentas protetoras e instalou uma câmera de vídeo para registrar o evento. A explosão resultante, que o adolescente tinha a intenção de postar no YouTube, como mais tarde relatou, criou uma bola de fogo que deixou queimaduras em aproximadamente 14% do corpo do garoto.

“Já faz muito tempo que os garotos querem ser cientistas espaciais”, disse Mansour, médico diretor do centro de queimaduras da clínica St. Barnabas Medical Center. “Mas, agora estamos presenciando isso de uma forma mais descarada. Eles fazem essas coisas com a intenção de filmá-las”.

De fato, o que diferencia muitas jovens vítimas de queimaduras atualmente é que, diferentemente de seus correspondentes do passado, o que eles mais esperam é criar um espetáculo flamejante, frequentemente tomando apenas precauções básicas como cobrir a pele.

No inverno passado, um garoto de 15 anos quis filmar sua tentativa de fazer uma cesta com uma bola de basquete em chamas. Ele usou várias camadas de roupas para proteger a pele e antes de por fogo na bola encharcou a mesma com gasolina. Mas, ao arremessá-la, suas roupas pegaram fogo. O médico conta que o garoto está se recuperando, mas ficará com cicatrizes de queimaduras de segundo e terceiro graus no peito, abdome e coxas.

Uma busca no YouTube pela frase “flaming basketball” (bola de basquete em chamas) trás mais de 100 vídeos. Em uma apresentação para a Associação Americana de Queimaduras, Mansour estudou 46 vídeos de internet centrados em “truques com fogo”. Mesmo que alguns envolvessem adultos, a maioria dos participantes parecia ter entre 13 e 20 anos, e alguns pareciam ser ainda mais jovens.

Em abril, pesquisadores canadenses relataram o número crescente de vídeos online documentando asfixia recreativa – prática comumente conhecida com “choking game”: brincadeira que consiste em impedir que o oxigênio chegue ao cérebro através do estrangulamento para alcançar um estado de euforia. Os 65 vídeos mostravam adolescentes se estrangulando propositalmente para criar um breve “barato”. Apesar de a brincadeira já existir a décadas (há uma referência à mesma em uma publicação médica britânica dos anos 1890), alguns especialistas temem que a internet venham tornado a prática mais popular. De acordo com o relatório publicado na revista médica Clinical Pediatrics, os 65 vídeos já tinham sido vistos quase 174.000 vezes.

“O YouTube vem anunciando tais atividades, atingindo um público mais amplo e ensinando as pessoas como fazê-las”, disse a principal autora do estudo, Dra Martha Linkletter, pediatra titular do centro médico IWK Health Center em Halifax, Nova Escócia (EUA). Alguns especialistas dizem que sites como o YouTube e o MySpace, dentre outros, deveriam ser usados para alertar os adolescentes quanto às consequências de comportamentos arriscados. Mansour disse que seu hospital pretende lançar um vídeo no YouTube relatando o sofrimento e as cicatrizes provenientes de acidentes com queimaduras.

O Dr. Megan A. Moreno, especialista em medicina adolescente da Universidade de Wisconsin, recentemente conduziu um estudo no qual um personagem do MySpace chamado Dr. Meg tentava atingir adolescentes que usavam suas páginas no site para contar vantagens de bebedeiras e aventuras sexuais. “Você tem certeza que isso é uma boa ideia?”, perguntava o Dr. Meg, que depois explicava as razões pelas quais os adolescentes talvez quisessem remover suas informações postadas. A pequena mensagem também os advertia quanto aos riscos de doenças sexualmente transmissíveis. Segundo o estudo, publicado no The Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, adolescentes contatados pelo Dr. Meg eram duas vezes mais propensos a remover as referências a aventuras sexuais e uso de substâncias nos próximos três meses do que aqueles que não foram contatados.

Além dos riscos óbvios que os jovens correm ao filmar truques perigosos, alguns médicos estão intrigados com a forma como a internet pode estar influenciando o desenvolvimento normal dos adolescentes. Moreno remarca que uma das características distintas do início da adolescência é a “platéia imaginária” – a sensação de insegurança de que todo mundo está te observando.“Para crianças no ensino médio, uma parte bem normal disso é a percepção de que você está em um palco e todo mundo está olhando para você”, disse Moreno. “Mas, as crianças de hoje estão crescendo em um mundo diferente. É um mundo onde realmente existe uma platéia”.

DISPONÍVEL EM:< http://jovem.ig.com.br/ oscuecas/noticia/2010/06/21/internet+ leva +adolescentes +de+hoje+a+fazer+mais+ truques+arriscados+ 9518827.html> ACESSO EM: 20 JUL. 2010

Adolescente que dorme mais vai melhor na escola, diz estudo

NYT


Uma nova pesquisa demonstrou que alunos do Ensino Médio de uma escola particular do estado norte-americano de Rhode Island que retardaram o início das aulas matinais por meia hora se mostraram mais alertas, menos deprimidos, mais animados e mais propensos a frequentar a escola do que antes da mudança de horário.

Na verdade, o experimento obteve tanto sucesso que a escola mudou permanentemente o horário de início das aulas, das 8:00 para as 8:30 da manhã. “No final do período experimental, nenhum professor, aluno ou funcionário da administração queria voltar ao horário antigo”, disse a Dra Judith Owens, principal autora de um estudo publicado na edição de julho da revista especializada Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.

“Não tenho como explicar o quanto as manhas ficaram mais prazerosas na minha casa”, completou Owens, cuja filha participou do experimento e acabou de se formar na mesma escola. “Muitos dos membros do corpo docente disseram o mesmo: que com o experimento eles tiveram uma melhora na qualidade de vida e também perceberam que os alunos estavam mais descansados e mais dispostos para começar o dia”.

O estudo reforça as evidências de que os adolescentes têm necessidades especiais de sono. “Especialistas em medicina do sono há muito tempo sabem que começar o horário escolar mais tarde ajuda os adolescentes a dormirem melhor”, disse a Dra Heidi V. Connolly, chefe da divisão de medicina do sono pediátrica do University of Rochester Medical Center em New York. “Os adolescentes são biologicamente programados para preferir ir para cama mais tarde e também levantar-se mais tarde, por isso não é nenhuma surpresa que começar as aulas logo cedo seja um esforço para eles”.

O ritmo circadiano dos adolescentes realmente sofre uma mudança durante a puberdade. “O resultado disso é que os adolescentes não conseguem dormir cedo como faziam quando estavam no primário. A mudança pode chegar a até duas horas nos ciclos de sono e vigília”, Owens explica.

Mas, mesmo indo para a cama mais tarde, eles ainda precisam da mesma quantidade de sono, fazendo com que a privação de sono “seja um fator crescente dentre adolescentes americanos”, diz Connolly.

Owens foi procurada pela St. Georges School, da cidade de Middletown, para conduzir uma pesquisa sobre o início das aulas mais tarde. “No inicio, houve muita resistência por parte dos professores, da administração e dos treinadores esportivos, que pensavam que meia hora não faria muita diferença e que poderia prejudicar os horários das atividades”, disse Owens. Mesmo assim, eles concordaram em fazer uma tentativa na antiga escola.

Cerca de 200 alunos do colegial responderam questionários sobre hábitos de sono, aplicados antes e depois da mudança de horário. Os pesquisadores também computaram atrasos e consultas no centro médico da escola. Depois da mudança de horário, os alunos foram dormir em média 18 minutos mais tarde e dormiram em média 45 minutos a mais.

A proporção de alunos que conseguiram ter pelo menos oito horas de sono subiu de 16,4% para 54,7%, enquanto que aqueles que dormiram menos de sete horas por noite caiu quase 80%.

Foi observada uma melhora também em outros parâmetros. “Houve uma significante mudança positiva em praticamente tudo o que observamos – desde a quantidade de sono, a sonolência diurna, o ânimo e os sintomas de depressão até o interesse e a motivação para participar em atividades atléticas e acadêmicas”, constatou Owens.

Segundo dados de um diário de acompanhamento de estudo, pesquisas nesta área tiveram inicio13 anos atrás no estado de Minnesota, o que resultou na mudança de horário de início das aulas nas escolas públicas de Minneapolis - que passou para as 8:40 no colegial e 9:10 no nível secundário.

Mas, segundo escreveu a jornalista Kyla Wahstrom, da Universidade de Minnesota, há ainda muita resistência à idéia, com alguns superintendentes de escolas que acabam perdendo o emprego depois de apoiar a mudança de horário.

E mesmo com essas novas evidências, ainda não é claro se tais mudanças funcionariam em todas as escolas ou ainda se as marcantes melhorias observadas iriam durar.

“Pode ser que os adolescentes simplesmente estavam indo pra cama no mesmo horário e conseguiram dormir 30 minutos a mais, o que foi benéfico”, disse o Dr Lawrence Friedman, diretor do programa de medicina adolescente da University of Miami Miller School of Medicine. “Mas, será que os adolescentes não interpretariam que o início das aulas mais tarde seria a possibilidade de ficar mais meia hora de pé? Neste caso, todo o benefício seria perdido”.


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DISPONÍVEL EM: < http: //jovem.ig.com.br /oscuecas/noticia/ 2010/07/08/adolescente+ que+dorme+mais+vai+melhor+ na+escola+diz+estudo+ 9534212.html> ACESSO EM: 10 JUL. 2010